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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Álcool em moderação faz bem? Muitos especialistas duvidam

Até agora, trata-se de uma ladainha familiar: vários estudos sugerem que o álcool, se consumido com moderação, pode promover a saúde cardíaca e até mesmo prevenir a diabetes e a demência. São tantas evidências que alguns especialistas consideram o consumo moderado da bebida – cerca de uma dose por dia para mulheres, duas para os homens – um componente central de um estilo de vida saudável. Porém, e se tudo isso for um grande engano?

Para alguns cientistas, essa pergunta nunca vai embora. Nenhum estudo, afirmam os críticos, jamais provou uma relação causal entre o consumo moderado de álcool e a diminuição no risco de morte – somente que os dois elementos geralmente estão juntos. Pode ser que o consumo moderado de álcool seja apenas algo que as pessoas saudáveis tendem a fazer, não algo que as torna saudáveis.

"Quem bebe moderadamente tende a fazer tudo certo – eles se exercitam, não fumam, comem bem e bebem moderadamente", disse Kaye Middleton Fillmore, sociólogo aposentado da Universidade da Califórnia, em São Francisco, que criticou a pesquisa. "É muito difícil desmembrar todos esses fatores, e este é o verdadeiro problema."

Alguns pesquisadores afirmam estarem assombrados pelos erros cometidos em estudos sobre terapia de reposição hormonal, que foi amplamente prescrita por anos com base em estudos observacionais similares àqueles sobre o álcool. Perguntas também foram levantadas em relação às relações financeiras que brotaram entre a indústria de bebidas alcoólicas e muitos centros acadêmicos, que aceitaram dinheiro da indústria para o pagamento de pesquisas, treinamento de estudantes e promoção das descobertas.

Nem um único estudo
"O fato é que não houve um estudo sequer realizado sobre o consumo de álcool e os resultados de mortalidade que seja um 'padrão de ouro' – o tipo de testes clínicos controlados e randômicos que seriam exigidos para aprovar um novo agente farmacêutico neste país", disse Dr. Tim Naimi, epidemiologista do Centro de Controle e Prevenção de Doenças.

Até mesmos ávidos defensores do consumo moderado de bebida alcoólica suavizam suas recomendações com alertas sobre os perigos do álcool, que tem sido atrelado a câncer de mama e pode levar a acidentes, mesmo se consumido em pequenas quantidades, além de estar relacionado a doenças do fígado, câncer, problemas cardíacos e derrames, se consumido em grandes quantidades.

"É muito difícil formar uma mensagem única, pois uma coisa não serve para todos aqui, e a mensagem de saúde pública tem de ser bastante conservadora", disse Dr. Arthur L. Klatsky, cardiologista em Oakland, Califórnia, autor de um estudo significativo no começo da década de 1970 que descobriu que membros da Kaiser Permanente (a maior organização nos Estados Unidos para serviços de saúde abrangentes) que bebiam com moderação tinham menos probabilidade de serem hospitalizados devido a ataques cardíacos, em comparação aos abstêmios. Desde então, ele tem recebido bolsas de pesquisa financiadas por uma fundação da indústria de bebidas alcoólicas, apesar de observar que pelo menos um de seus estudos descobriu que o álcool aumenta o risco de hipertensão.

"Pessoas que não conseguem parar em uma ou duas doses por dia não deveriam beber. Aquelas com doenças no fígado também não devem beber", disse Klatsky. Por outro lado, "o homem de 50 ou 60 e poucos anos que tem um ataque cardíaco e decide se recuperar, abrindo mão de sua taça de vinho à noite – essa pessoa estaria melhor se fosse um consumidor moderado de álcool".

Cautela
Organizações de saúde têm expressado suas recomendações com cautela. A Associação Americana do Coração afirma que as pessoas não deveriam começar a beber para se proteger de doenças cardíacas. As diretrizes de dieta dos Estados Unidos, de 2005, afirmam que "o álcool pode ter efeitos benéficos quando consumido com moderação".

Essa associação foi feita pela primeira vez no começo do século 20. Em 1924, um biólogo da Johns Hopkins, Raymond Pearl, publicou um gráfico com uma curva em forma de "U", suas pontas em ambos os lados representando os maiores índices de morte de bebedores frequentes e abstêmios; no meio, estavam os bebedores moderados, com os menores índices. Dezenas de outros estudos observacionais replicaram essas descobertas, particularmente em relação a doenças cardíacas.

"Com exceção do fumo e do câncer de pulmão, essa é provavelmente a associação mais estabelecida no campo da nutrição", disse Eric Rimm, professor associado de epidemiologia e nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard. "Existem provavelmente pelo menos cem estudos até agora, e o número cresce a cada mês. Isso faz o tema ser único."

Acredita-se que o álcool reduza as doenças coronarianas, pois, conforme se descobriu, ele aumenta o colesterol "bom", HDL, e tem efeitos anticoagulantes. Outros benefícios também têm sido sugeridos. Um pequeno estudo na China descobriu que pacientes mais velhos com deficiência cognitiva que bebem com moderação não se deterioram tão rapidamente quanto abstêmios. Um relatório do Framingham Offspring Study descobriu que consumidores moderados de álcool tiveram maior densidade mineral do em seus ossos da bacia do que abstêmios. Pesquisadores relataram que consumidores moderados têm menos probabilidade, em relação aos abstêmios, de desenvolver diabetes. Aqueles indivíduos com diabetes tipo 2 que bebem levemente têm menos tendência a desenvolver doenças coronarianas.

Quem são os abstêmios?
No entanto, os estudos que comparam bebedores moderados com abstêmios têm sido criticados nos últimos anos. Os críticos questionam: Quem são esses abstêmios? Por que eles evitam o álcool? Existe algo que os deixa mais suscetíveis a doenças cardíacas?

Alguns pesquisadores suspeitam que o grupo de abstêmios pode incluir "ex-bebedores doentes", ou seja, pessoas que pararam de beber por causa de alguma doença cardíaca. As pessoas também tendem a reduzir o consumo de bebida à medida que envelhecem, o que faria do abstêmio padrão uma pessoa de mais idade – e presumivelmente mais suscetível a doenças – em relação à pessoa que bebe com moderação.

Em 2006, pouco depois que Fillmore e colegas publicaram uma análise crítica afirmando que grande parte dos estudos sobre o álcool revisados por eles tinha falhas, Dr. R. Curtis Ellison, médico da Universidade de Boston, defensor dos benefícios do álcool, fez uma conferência sobre o tema. Um resumo da conferência, publicado um ano depois, dizia que os cientistas haviam chegado a um "consenso" de que o consumo moderado de álcool "mostrou ter efeitos predominantemente benéficos à saúde".

O encontro, como grande parte do trabalho de Ellison, foi parcialmente financiado por bolsas concedidas pela indústria. O resumo foi escrito por ele e Marjana Martinic, vice-presidente sênior do Centro Internacional para Políticas do Álcool, um grupo sem fins lucrativos apoiado pela indústria. O centro pagou por dez mil cópias do resumo, incluídos em páginas avulsas gratuitas em duas publicações médicas, "The American Journal of Medicine" e "The American Journal of Cardiology".

Independência?
Em entrevista, Ellison afirmou que sua relação com a indústria não influencia seu trabalho, acrescentando que "ninguém olharia nossas críticas se não apresentássemos uma visão equilibrada". Fillmore e os co-autores de sua análise postaram um comentário online afirmando que o resumo embelezou algumas das divisões profundas que polarizaram o debate na conferência. "Também questionamos as conclusões de Ellison e Martinic de que o consumo mais frequente de bebida alcoólica é o maior indicador de benefícios à saúde", escreveram eles.

Fillmore recebeu apoio da Fundação de Educação e Reabilitação do Álcool da Austrália, um grupo sem fins lucrativos que trabalha para prevenir o abuso de álcool e outras substâncias. Ellison disse que a análise de Fillmore ignorou novos estudos que corrigiam os erros metodológicos de trabalhos anteriores. "Ela acabou dispensando o essencial", disse ele.

Enquanto isso, duas questões centrais permanecem sem solução: se abstêmios e consumidores moderados de álcool são fundamentalmente diferentes e, se forem, se são essas diferenças que fazem com que eles vivam mais, em vez de seu consumo alcoólico.

Naimi, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, que elaborou um estudo observando as características de consumidores moderados de álcool e abstêmios, afirma que os dois grupos são tão diferentes que simplesmente não podem ser comparados. Pessoas que bebem com moderação são mais saudáveis, mais ricas e mais instruídas, inclusive recebem melhor assistência médica, apesar de terem mais probabilidade de fumar. Eles têm até mais tendência a ter todos os dentes da boca, um sinal de bem-estar.

"Pessoas que bebem moderadamente tendem a ser socialmente avantajadas de formas que não têm nada a ver com seu consumo de álcool", disse Naimi. "Esses dois grupos são como bananas e maçãs". Simplesmente aconselhar as pessoas que não bebem a beber não vai mudar isso, disse ele.

Teste controlado
Alguns cientistas afirmam que chegou a hora de realizar um grande teste clínico controlado e randômico, a longo prazo, como aqueles para as novas drogas. Uma abordagem pode ser recrutar um grande grupo de abstêmios que seriam randomicamente orientados a tomar uma dose diária de álcool ou se abster, e então eles seriam acompanhados por vários anos. Outra abordagem seria recrutar pessoas com risco de desenvolver doenças coronarianas.

Entretanto, até os especialistas que acreditam nos benefícios à saúde de álcool afirmam que essa é uma ideia pouco plausível. Grandes testes randômicos são caros, e eles podem não ter credibilidade, a não ser que sejam financiados pelo governo, que provavelmente não assumiria essa tarefa controversa. Existem problemas práticos e éticos em dar álcool a abstêmios sem deixá-los conscientes disso e sem contribuir para acidentes.

Ainda assim, alguns pequenos testes clínicos já estão a caminho, a fim de verificar se diabéticos podem reduzir seu risco de doenças cardíacas ao consumir álcool. Em Boston, pesquisadores do Beth Israel Deaconess Medical Center estão recrutando voluntários com 55 anos ou mais com risco de doenças cardíacas e orientando-os randomicamente a beber limonada pura ou limonada com um pouco de álcool de cereal, enquanto cientistas monitoram seus níveis de colesterol e examinam suas artérias.

Em Israel, pesquisadores deram a indivíduos com diabetes tipo 2 vinho ou cerveja sem álcool. Eles descobriram que os que beberam vinho tiveram quedas significativas no nível de açúcar no sangue, apesar de somente após o jejum. Os cientistas israelenses estão agora trabalhando com uma equipe internacional para iniciar um amplo teste, com dois anos de duração.

"A última coisa que queremos, como pesquisadores e médicos, é expor pessoas a algo que possa prejudicá-las. É esse medo que nos impediu de fazer os testes", disse Dr. Sei Lee, da Universidade da Califórnia, em São Francisco, que recentemente propôs uma ampla pesquisa sobre álcool e saúde. "Porém, essa é uma questão realmente importante", ele continuou. "Porque aqui temos uma substância prontamente disponível e amplamente consumida que pode, na verdade, ter um significativo benefício à saúde – mas não sabemos o suficiente para fazer recomendações."

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Para beber sem moderação

Por Gretchen Reynolds, do New York Times

Um novo estudo relata que a cerveja é uma bebida excelente para a recuperação de maratonistas. Mas não
comece a comemorar. A cerveja que apresentou resultado eficaz foi a não-alcoólica.
Correr uma maratona é quase uma punição para o corpo, pois esta atividade extenuante, além de causar dores musculares, enfraquece o sistema imunológico do corredor, fazendo com que ele fique suscetível a resfriados e outros males nas semanas após uma prova de 42km. Alguns atletas, especialmente os europeus, há muito tempo experimentam cerveja sem álcool durante o treinamento intenso, alegando que
os ajudava na recuperação. Mas não existiam estudos científicos para apoiar essa prática. Para estudar a questão, pesquisadores da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, perguntaram a corredores saudáveis do sexo masculino, a maioria na faixa dos 40 anos, que estavam treinando para a Maratona de Munique do ano passado, se eles estavam dispostos a, em nome da ciência, beber uma quantidade considerável de cerveja.
De 1 a 1,5 litro por dia
Duzentos e setenta e sete maratonistas concordaram, mesmo quando foi dito que a bebida seria a não-alcoólica. Metade do grupo recebeu a cerveja sem álcool, enquanto a outra, um placebo, mas ninguém sabia quem estava bebendo o quê. Todos os corredores tomaram de um litro a um litro e meio, a cada dia, começando três semanas antes da corrida de 2010 e continuando por duas semanas depois. Os cientistas coletaram amostras de sangue nas semanas que antecederam à prova, na largada, na linha de chegada e nos dias seguintes à maratona. Eles monitoraram os níveis de vários marcadores de inflamação no sangue dos atletas para ver se a cerveja ajudou a diminuir alguns danos imediatos de se correr uma maratona.
Nas duas semanas seguintes à prova, os corredores continuaram a tomar sua cerveja sem álcool ou o placebo. Eles também relataram sintomas de resfriados ou de outras doenças respiratórias superiores, que se desenvolveram durante este período. Os homens que beberam a cerveja sem álcool queixaram-se muito menos de problemas de saúde do que os corredores que tomaram o placebo. Segundo os pesquisadores,
a incidência de infecções do trato respiratório foi de 3,25 vezes menor naqueles que beberam cerveja sem álcool — relataram os cientistas na revista americana “Medicine & Science in Sports & Exercise”.
Os maratonistas que beberam a cerveja sem álcool também mostraram evidências, em menor grau, de inflamação e diminuição da contagem de células brancas do sangue, além de uma indicação melhor da saúde geral do sistema imunológico.
— Esses efeitos são importantes porque, se o corpo de um maratonista fica menos dolorido e inflamado depois de uma corrida, ele pode se recuperar e voltar a treinar mais rapidamente. Pode-se especular que a frequência de treinamento poderia ser maior (com intervalos mais curtos, após as sessões de treinamento
vigoroso) naqueles que bebem cerveja — afirmou Johannes Scherr, cientista responsável pelo estudo.
Ainda está sendo investigado como a cerveja sem álcool diminui a devastação de um treinamento extenuante para maratona e corridas menores. Mas Scherr afirma que certamente a resposta envolve o fato de a bebida ser rica em polifenóis, substâncias químicas encontradas em muitas plantas, que, dentre outras coisas, “suprime a replicação viral” e “influencia positivamente o sistema imune inato”, benefícios para se combater um resfriado.
— Cerveja alcoólica também é rica em polifenóis, até mais do que cerveja sem álcool. Mas tem a desvantagem de ser uma bebida alcoólica. Nós não sabemos se os efeitos colaterais da cerveja alcoólica cancela os efeitos positivos causados pelos polifenóis — disse Scherr. — Além disso, não é possível beber um litro e meio de cerveja alcoólica por dia, especialmente durante o treinamento árduo.
Outras substâncias com polifenóis se mostram promissoras no início mas depois, tiveram desempenho inferior, de acordo com estudos. A quercetina, por exemplo, é um polifenol encontrado na casca da maçã, sendo amplamente elogiado por atletas de longa distância. Estudos posteriores descobriram que, em doses grandes, a substância permitiria que ratos de laboratório, sem treinamento para correr, fizessem o exercício por muito mais tempo do que os animais que não receberam a substância. Mas o suplemento não conseguiu demonstrar benefícios em humanos. Uma análise de dez estudos da quercetina em humanos, apresentado na reunião anual da Academia Americana de Medicina do Esportes, em junho, concluiu que a suplementação de quercetina “não fornece uma vantagem no desempenho de resistência.”
Mas o experimento com a cerveja não estudou ratos e sim, maratonistas em provas. A pesquisa mostrou benefícios em termos de minimizar os danos pós-corrida. Tudo isso é uma boa notícia com a aproximação da estação das maratonas. Perguntado se recomendaria a maratonistas de elite adicionarem cerveja sem álcool às suas dietas, Sherr afirmou:
— Quando eu olho para os resultados do nosso estudo, eu responderia sim. De acordo com ele, é possível obter grandes quantidades de polifenóis em outros alimentos, como romãs e uvas. Mas nesses alimentos não se consome os minerais, líquidos e carboidratos. Então, cerveja sem álcool parece ser o ideal. Mas para a merecida comemoração após a corrida, a cerveja pode ser a com álcool.

http://oglobo.globo.com/blogs/pulso/posts/2011/09/02/para-beber-sem-moderacao-402955.asp

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Coca-cola lança cerveja sem álcool

A Coca-Cola está testando apenas na França a comercialização de uma nova cerveja sem álcool chamada "Tumult".

Diferente das cervejas sem álcool já existentes, que servem como uma alternativa não alcoólica para as cervejas tradicionais, a marca aproxima-se mais de uma soft drink, porém com sabor semelhante ao da bebida de cevada.
Com processo de produção similar ao da cerveja no início, a bebida tem fermentação interrompida antes que o álcool comece a surgir.

Sem aromatizantes artificiais ou conservantes, a soft drink é gaseificada e será vendida nas versões frutada, mais voltada para mulheres, e maltada, para homens.

Dirigida para um público que tem entre 30 e 40 anos, Tumult foi pensada para servir de aperitivo ou mesmo bebida em jantares sofisticados, e será comercializada em bares de hotéis de prestígio e festas badaladas.

domingo, 25 de setembro de 2011

A busca pela cerveja que não faz mal

Pesquisadores desenvolvem substâncias tão relaxantes quanto o álcool, mas que não atrapalham a coordenação nem fazem perder a noção da realidade

Tiago Cordeiro
A humanidade se dedica aos porres há 8 mil anos. E é sempre a mesma coisa: as primeiras doses deixam mais tranqüilo e sociável, mas não demora e os reflexos capengam, a memória tropeça, qualquer coisa vira motivo de briga... Mas a ciência quer dar um basta a esses milênios de vexame: tenta criar uma droga que só dê os "efeitos bons" dos drinques. O primeiro passo é entender como o álcool funciona. Já sabem que ele turbina um sedativo natural do cérebro chamado GABA (sigla em inglês para ácido gama-aminobutírico). É como se o goró deixasse os neurônios "mais abertos" para receber o GABA. Só que aí vem o pulo-do-gato: algumas partes do cérebro reagem ao sedativo deixando você relaxado, sem estresse. Tudo de bom. Já a ação dele em outras áreas da cabeça arruína a coordenação motora, a memória e o bom senso. Tudo de ruim. Opa: mas e se desse para fazer uma bebida que só agisse nas "partes boas" do cérebro? É o que o farmacologista Harry June, da Universidade de Maryland, EUA, fez. Ele já testou esse "novo álcoo" em ratos, e as pesquisas continuam. A ciência merece ou não merece um brinde?
Parece remédio, mas não é
Fazer um substituto do álcool que não corroa o fígado e o cérebro. É nisso que o farmacologista David Nutt, da Universidade de Bristol, Inglaterra, está trabalhando. A idéia é fazer uma bebida à base de benzodiazepínicos, substâncias usadas há décadas em remédios que tratam a ansiedade e que não causam tanta dependência quanto o velho etanol.

Pílula da sobriedade
Existe um comprimido que deixa qualquer pé-de-cana sóbrio na hora. Ele foi criado pela farmacêutica Roche há 20 anos (!).Mas os advogados da empresa nãoquerem o remédio no mercado. A justificatica: se alguém bater o carro ou algo assim depois de curar um porre com ele, a companhia terá de assumir a culpa.

 Fonte: Revista Superinteressante

sexta-feira, 11 de março de 2011

Vitamina de cerveja preta s/alcool


Receita básica
1 lata ou garrafa de cerveja preta sem alcool   
½ colher de chá de açúcar
1 ou 2 ovos crus
 

MODO DE PREPARO:
Bata tudo no liquidificados, com a cerveja preta bem gelada, e sirva em seguida.



Receita turbinada e com cálcio
1 lata de cerveja preta sem alcool                                                                                                 
1 ovo cru, com ou sem casca
1 colher de sopa de aveia                                                                                                                 
1 paçoca ou amendoim a gosto
½ colher de sopa de açúcar
1 pitada de canela (opcional)

MODO DE PREPARO:
Bata tudo no liquidificados, com cerveja preta sem alcool bem gelada, e sirva em seguida.





quinta-feira, 10 de março de 2011

Variedades de cerveja sem alcool

Não é fácil encontrar conteúdo de boa qualidade sobre cerveja sem álcool e principalmente as suas variedades: Chope, preta, com frutas, apimentadas, achocolatadas, florais, mentoladas...

Chope Liber   
 A marca Liber, que já produz cerveja sem álcool, acaba de lançar um chope sem álcool. A AMBEV diz que a espuma é cremosa como sempre. “Só é um pouco mais escuro porque leva mais malte”, diz o mestre cervejeiro Wilson Fornazier.

Cerveja Preta Cheers
Lançada em 2000, Cheers preta é a primeira cerveja preta sem álcool do mercado português, reforçando assim a liderança da marca Cheers no segmento de cervejas sem álcool. Cheers Preta é uma cerveja sem álcool, ligeiramente mais encorpada do que Cheers branca, simultaneamente amarga e doce, mas equilibrada. Apresenta um ligeiro aroma a lúpulo e boa estabilidade de espuma. É uma cerveja para aqueles que gostam de todo o sabor de uma cerveja preta, mas sem álcool.
 
Super Bock Maçã
 A Super Bock Sem Álcool 0,0% Maçã é uma cerveja “muito fácil de beber, caracterizando-se por ter um sabor doce e suave, com cor clara, espuma branca e cremosa”. Ao ser uma cerveja baixa em calorias, com um teor alcoólico de 0,0%, destina-se a todos os consumidores que cuidam de si e que não prescindem do prazer.